Como Fazer as Curvas

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A grande maioria das pistas brasileiras são de curvas intercaladas por trechos retos mais ou menos longos. A primeira lição a se aprender para pilotar bem é que erros cometidos nas curvas são pagos com a perda de um tempo precioso numa categoria em que qualquer milésimo de segundo faz diferença.

Assim, o piloto deve tentar executar o traçado mais rápido, em que aproveitará o máximo do circuito para atenuar o contorno da curva e executá-la com maior velocidade. Ao invés de contornar o mesmo ângulo da pista, o piloto deve encontrar um outro de raio maior, com mais pontos de passagem e referência.

Para ajudar a encontrar o traçado ideal de cada curva – que é apenas um – o piloto deve dividir o momento da curva em três: o de entrada ou tomada, geralmente no final da reta, em que o piloto iniciará a frenagem e o traçado para a entrada da curva; o de tangência, momento em que o piloto está na parte mais interna da curva e, consequentemente, no momento mais lento; e a saída, quando o carro volta a andar em linha reta e ganha velocidade ou quando a curva pode ser considerada concluída e há uma nova a seguir.

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De uma maneira simples, é possível dizer que toda curva é feita da mesma maneira: entra-se por fora, aproveita-se toda a pista para ir para sua parte mais interna e a saída também é feita por fora, passando próximo ou mesmo sobre a zebra. O traçado ideal então é a curva mais aberta – ou a linha mais reta – possível entre os pontos de entrada, tangência e saída. Mas, claro, há diferenças para cada tipo de curva.

No caso de uma curva mais lenta ou de média velocidade, se for seguida por uma grande reta, pode ser mais interessante executar um traçado em que uma maior perda de velocidade no contorno da curva seja compensado por maior aceleração no ponto de saída. Nesse caso, a frenagem deve ser retardada e o raio da fase de tangência será menor. Uma máxima sobre o caso: “para sair forte é preciso entrar devagar”. É o caso também de curvas mais longas e os cotovelos, com ângulos de 180o.

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 No caso de curvas em série, Ayrton Senna adverte que a última curva é a mais importante, sendo que o traçado das primeiras deve favorecer uma saída melhor após o fim da série, exceto quando a série de curvas é ao final de uma reta muito longa, em que não é possível sacrificar a primeira curva por uma segunda com melhor saída.

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Para manter o controle do carro, o piloto dispõe do volante e do pedal do acelerador, que controlam as rodas dianteiras e o rodado traseiro, respectivamente. A saída sobresterçante – um carro que a traseira desliza mais do que a frente e onde o ângulo do volante é menor ou contrário ao ângulo da curva -, demanda uma frenagem mais tardia e excelente habilidade de controle do volante, sob o risco do carro escapar. O acerto do carro sobresterçante deve valorizar a potência nas saídas de curva e é indicada para os circuitos mais tortuosos, com curvas mais fechadas.

Já para as curvas de alta velocidade, feitas com forte aceleração, o acerto do carro deve ser o subesterçante, em que o carro sai levemente de frente nas curvas e o ângulo do volante é maior que o ângulo da curva, mas que é mais simples de ser controlado. Indicado para os circuitos mais rápidos.

Quando a pista mesclar curvas fechadas e curvas rápidas, o indicado é manter um acerto neutro para a saída das curvas.

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Fonte: http://www.ayrtonsenna.com.br/